Domingo, dia 02 de dezembro, o Dia do Samba foi comemorado com alegria, respeito e atitude características, na Bahia, Rio de Janeiro, Maranhão, Pernambuco entre outros estados brasileiros. Para quem é de sambar, todo dia é dia do samba. Contudo, é importante ressaltar a importância desse estilo musical, marcando com uma data específica, o seu valor na história da música popular brasileira. Pois nem sempre foi assim. Associado ás camadas mais humildes da população, ser sambista já foi motivo de prisão para muitas pessoas, no caso homens, e em geral negros e mestiços.

 

Por isso, hoje, é preciso olhar com muito respeito para essa forma de fazer música, que é também um estilo de vida. Ser sambista é mais do que tocar um pandeiro ou sambar no pé.  Entender o que o samba significou em termos de afirmação político-cultural, para uma grande parcela da população brasileira, principalmente aquelas que viviam e vivem em grandes centros urbanos, onde as influencias externas, muitas vezes, podem sufocar as manifestações locais, é fundamental, para quem é "bom sujeito, ótimo da cabeça e excelente do pé". Pois como diz o Mestre Nelson Sargento "o samba agoniza mas não morre". É isso aí...

 

E por falar no Mestre clique no link http:// www.nelsonsargento.com.br/radio.htm  para ouvir a programação da Estação Nelson Sargento, programa de rádio onde ele arremessa pérolas do gênero e ainda discorre sobre o tema. Samba, of course.

 

Quem fez bonito em 2007 foi Beth Carvalho. Ela realizou um sonho que vinha acalentando há dez anos: reunir alguns nomes expressivos do samba baiano em um DVD. Conseguiu. "Beth Carvalho canta o samba da Bahia", conta com participações de Riachão, Roque Ferreira, Caetano, Bethânia, Gil, Mariene de Castro, Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Margareth Menezes, Carlinhos Brown, Olodum, Roberto Mendes, Nelson Rufino, Armandinho, Walter Queiroz e Edil Pacheco. É pra ver, ouvir e sambar.

 

Bem,  como afirmou outro dia a locutora de um documentário sobre esse estilo musical, em um canal de TV a cabo, "o samba veio da Bahia para o Rio de Janeiro, entre o final do século XIX  e começo do século XX, junto com Tia Ciata e companhia, mas foi no Rio que ele se expandiu e  fortaleceu, tornando-se o principal elemento de definição da identidade nacional brasileira". Uau! É isso aí...

 

Muito bem, o samba é nosso, ninguém tasca. Viva o samba, viva a música popular brasileira!

 

 

Desde que o samba é samba

(Caetano Veloso)

 

"A tristeza é Senhora

Desde que o samba é samba é assim

A lágrima clara sobre a pele escura

A noite a chuva que cai, lá fora

Solidão apavora

Mesmo demorando em ser tão ruim

Alguma coisa acontece

No quando, agora, em mim

Cantando eu mando a tristeza embora... "

 

É isso aí.

 

Êpa Hey Oyá!

 

 

Bjo em todos e todas.

 

Noêmia Duque.

 

Rio, 04/12/2007.