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Bem pessoal, a MPBZona está de volta à ativa, mais ativa do que nunca. Aqui no Rio de Janeiro estamos em clima de Copa do Mundo. Várias coisas (boas) estão acontecendo simultaneamente para alegria dessa cidade tão sofrida. Os Jogos Pan-Americanos começam hoje, sexta-feira, o Cristo Redentor foi eleito uma das sete novas maravilhas do mundo moderno, e recentemente, mais precisamente no sábado passado, dia 07/07/2007, tivemos o evento Live Earth, em prol da saúde do Planeta em que habitamos, com o intúito de conscientizar a todos a respeito dos danos causados pelo aquecimento global. Apesar do boicote de alguns músicos, do descontentamento de Bob Geldorf e da desconfiança de alguns, por ter sido um evento organizado por um político, o ex-vice presidente americano Al Gore, o Live Earth pode ser considerado mais que bem vindo, pois qualquer iniciativa do bem, deve ser tratada como tal. Ter carinho, cuidado e boas maneiras com o nosso habitat nunca será demais. Logo, para o bem comum é melhor que não sejamos espíritos de porcos. Como diz uma música de Dori (ou seria Danilo?) Caymmy, "é preciso muito, muito mais, gente cantando ( e tocando)". Pois foi isso que vimos na Praia de Copacabana. Por algumas horas, aquele trecho do litoral pareceu um "Paraíso Tropical" de tão tranqüilo. O público não foi gigantesco como previu os organizadores do evento, mas as cerca de 400 mil pessoas que marcaram presença no local, estavam bonitas de se ver. Milhares de famílias, com seus filhos a tiracolo, numa tranqüilidade que só. O concerto atraiu uma galera super zen. Em termos de público e infra-estrutura, devido aos contratempos com o som, entre otras cositas más, pode-se dizer que não foi assim uma Brastemp, se comparado ao show dos Rolling Stones e até à apresentação solo de Lenny Kravitz, que aconteceram anteriormente, no mesmo local. Mas, valeu pela tentativa de conscientizar o povo de que é preciso pensar o Planeta como a nossa casa. Assim, as pessoas pensarão duas ou mais vezes antes de poluir o ar, o mar e destruir as matas. Claro que para reverter os danos causados pela falta de cuidado nosso com a Terra, levará um bom tempo, e que isso envolve uma série de questões, inclusive e principalmente, de ordem política e econômica. Mas, se o povão, que sempre paga a conta da festa, mas não toma parte dela, estiver consciente do problema, isso ajudará bastante a mudar a atual situação. Pois povo esclarecido é o instrumento mais eficaz para o estabelecimento de uma verdadeira democracia. Sem consciência a democracia vira um conto da carochinha. E isso exige um trabalho de formiga, cujo resultado veremos, primeiro, caso nos empenhemos nisso, segundo, caso haja a continuidade deste tipo de campanha, terceiro, se as pessoas se desarmarem, metaforicamente falando, of course. Porque não dá para levar a sério as críticas do "dono-das-campanhas-mundiais-em-pro-de-alguma-coisa" Bob Geldorf e sua entourage, que tentou desmoralizar o Live Earth, por vaidade e egocentrismo.
Ninguém é perfeito, nem os músicos. Então, estamos todos perdoados. Melhor assim, porque se voltarmos a colocar o dedo na ferida, lembraremos que Bob Geldorf organizou o Live 8 em prol da África e na lista de atrações não havia um só artista africano. Foi mal, né Bob? Ele foi salvo de pagar um mico mundial, por Peter Gabriel que desenvolve um trabalho em parceria com músicos africanos o Eden Project e nem por isso fica posando de "benfeitor". Peter Gabriel encheu o saco do "moço" até ele ceder e fazer um concerto em Jonhanesburgo, com a presença dos principais artistas do continente. Então, é melhor por as pedras no chão e trabalhar em comunhão, sem discriminação. (Tá vendo, até rimou). Pois bem, agora vamos aos shows. Bem, as atrações, falando em termos planetários (nossa, como voltei metida a besta!) não foram igualmente, assim, uma Brastemp, mas deu pro gasto. Assisti aos shows do Brasil na área sub-vip. Não riam não, que o papo é sério, rapá! Pois não é que alguém teve a "brilhante idéia" de dividir a área em frente ao palco em duas partes, com uma cerca de metal? A área vip ficava na frente, e a sub-vip mais atrás, em seguida havia outra cerca nos separando do povão, que se espremia lá fora, tentando enxergar o palco, mas uma parte só conseguia assistir pelo telão, mesmo. A minha área (sub-vip), de tão vazia, dava dó. Enquanto a outra metade (vip), também bastante espaçosa, podia até ser vip, mas celebridades, pessoas conhecidas, eram coisas raríssimas. Que pena que não tinha uma Rita Lee, lá, para sugerir ao povo que pulasse a cerca. Ops!
Bem, alongar-me mais não-ei, até porque todos os jornais, blogs, sites, and so on, já trataram do assunto, em detalhes. Mas, posso dizer que foi maravilhoso ouvir O sempre engajado Rappa, o fantástico Jorge Benjor, a poderosa epolitizada Macy Gray, o politizadíssimo e engajado MV Bill, o grupo Jota Quest, Marcelo D2 com Fernandinho Beat Box, and why not ? A Rainha dos Baixinhos ( e Altinhos também) Xuxa, entre outros artistas que deram à sua contribuição para uma causa tão nobre, participando gratuitamente do evento. Teve também um grupo que está começando, a banda Zambê, que mistura rap com rítmos latinos e afros, e que mesmo com uma participação sem alarde, causou um ótimo "efeito de estranhamento" marcando a sua presença. Fechando com chave de ouro, "Ele", o roqueiro mais sex do showbizz... lógico que vcs sabem de quem eu estou falando! Mas antes disso, queria falar da surpresa da noite, que roubou a cena, o nome dele é Pharral Williams, do Neptunes. O cara parou Copacabana, deixando a galera boquiaberta com seu som porradão, mistura de rap e rock. Arrasou. Mas, como não podia deixar de ser, os louros finais vão para o meu queridíssimo, fofo, lindo, tudo de bom, uh! Lenny kravitz. Ele suou a camisa, literalmente, para fazer um bom show, e tentando quebrar o gelo da platéia meio paradona que estava na área vip, atravessou a pequena multidão e veio ter conosco da área sub. Hein? Exuzasso! Pau durasso! Arriba muchacho!
Por Noêmia Duque
Rio, 13/07/2007
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